Curb Your Enthusiasm!

"Curb Your Enthusiasm, boy!". Frase proferida por Susan a George, na série Seinfeld. Posteriormente, seria usada por Larry David para definir a sua atitude perante a vida...

quinta-feira, setembro 15, 2005

Cinderella Man




Russell Crowe interpreta Jim Braddock, um pugilista em depressão, de origem irlandesa, a grande esperança do povo de New Jersey para sobreviver à depressão económica. Interpretação contida dizem uns, eu cá acho muito estranho alguém vindo das ruas de New York não ter o sotaque caracteristico da cidade. Construção de personagem descuidada digo eu, interpretação contida dizem outros. Contida até pode ser, uma vez que Crowe faz no filme, aquilo que mais gosta na vida real: andar à porrada. Ao ver este filme não pude evitar de me lembrar de um certo e indeterminado episódio da série “South Park”, em que Russel Crowe apresenta um programa “Fighting Arround the World” e passa o programa a dar porrada em tudo o que se mexe. A ironia é suprema
Renée Zellweger safa-se algo melhor, cumpre na perfeição o papel de mulher adereço que só serve para fazer beicinho (que é precisamente o que a actriz sabe fazer melhor), lamuriar-se e aparentemente, com uma fixação em fazer notar à personagem de Crowe que “I´ll stay behind you”.... Freud teria pano para mangas aqui. Reparem como, apesar de viverem na miséria, ela anda sempre com o cabelo tão arranjado.
A Paul Giamatti coube o papel de manager , sendo ele o verdadeiro Cinderella Man. É ele quem salva o filme da total depressão. Apesar de interpretar sempre aquela personagem com aura de looser e carregada de melancolia. Ofusca tudo e todos à sua volta, o filme é claramente dele.
Ron Howard que dirige e produz é um senhor bem disposto, mostrando-se aqui uma mente brilhante, com planos, sequências e opções que o candidatam directamente a novo treinador do SLB. Exemplos? Em todo o filme só quase vemos o actor principal, mesmo em diálogos com a Renée, por vezes temos a actriz a falar e vemos apenas a sua nuca, porque o realizador quis foi filmar a cara de Russel Crowe... Retrato de época algo descuidado, não existe uma sequência em que se veja a cidade nos anos 30, pelo menos, por mais de 5 segundos. Nunca vemos o prédios, o céu, acima da cabeça de... Russel Crowe! É apenas um filme veículo, quanto mim, perdido e falhado.